O que é Content System e qual a sua importância em um projeto

Trabalhar com bibliotecas escaláveis torna o produto mais consistente e o trabalho mais fácil para os times de criação de produto. Neste post, explicamos o que é Content System e como ele pode auxiliar as equipes de Design e Writing.
Imagem com fundo amarelo e ícones de telas de computador representando o Content System

Quando trabalhamos com a escrita voltada para a experiência do usuário, pensamos em vários tipos de documentos e ferramentas para facilitar nosso dia a dia. Com a correria do trabalho, podemos pecar na organização e precisamos de outras soluções: algumas mais simples, como o UI Kit, e algumas mais complexas e encorpadas, como Design System. Quando falamos em Writing, temos também os guias de estilo e manuais de tom de voz, que servem para unificar a escrita para todos os produtos da empresa. E quando precisamos de algo para alinhar todas as mensagens de um produto? Para isso, temos o Content System ou Content Design System. 

O que é Content System?

O Content System é uma parte do Design System que visa padronizar todo o conteúdo de um produto, com escalabilidade e mantendo a consistência. Diferente do manual de tom de voz, que dá direções de como escrever o conteúdo, o Content System é uma biblioteca para unificar todas as frases, como mensagens de erro e avisos em pop-ups e modais. 

A importância do Content System em um produto

Com o Content System, é possível evitar que existam mensagens diferentes com o mesmo objetivo. Assim, você facilita o trabalho de equipes de experiência do usuário e também de desenvolvedores, que terão uma biblioteca única com as mensagens mais utilizadas. Além de facilitar o trabalho da equipe, o Content System possibilita melhorar a usabilidade de um site ou aplicativo e a fixar a marca no imaginário do público-alvo, quando aliado ao uso correto de voz e tom. 

Na concepção e manutenção de novos produtos, é comum ter várias equipes envolvidas no mesmo projeto. Quando as equipes não conversam adequadamente, começam a aparecer problemas de inconsistência, como mensagens diferentes com o mesmo objetivo ao longo da jornada do usuário. Nesses casos, o Content System em conjunto com o Design System auxilia na conversa entre os setores, na padronização de todos os microcopys que podemos encontrar em um produto digital e também a manter as equipes em sintonia, pois todos usarão os mesmos guias para criar funções novas e fazer alterações.

A etapa de pesquisa

A etapa de pesquisa é fundamental em todo projeto, e em um de conteúdo não seria diferente. É importante definir os objetivos do projeto de Content System com a equipe que trabalhará com ele: como são feitos os microcopys, quantas frases de erros existem no produto, como o projeto pode auxiliar as equipes e assim por diante. 

Em novos projetos da Tuia, sugerimos uma entrevista de kick-off (pontapé inicial em português) onde alinhamos os objetivos do projeto. Após a reunião inicial, recomendamos uma rodada de entrevistas com stakeholders, usando um roteiro de perguntas pré-definido. Com essas entrevistas, geramos relatórios sobre o funcionamento da equipe e os objetivos da mesma para o início do projeto.

Além da pesquisa com os stakeholders do projeto, também é importante pesquisar a percepção dos usuários com os novos conteúdos. Isso é possível com os testes de usabilidade, onde verificamos se o produto cumpre a sua função e se os usuários conseguem usar o mesmo. Além dos testes de usabilidade tradicionais, também podemos aplicar testes de leitura e compreensão, como o teste de cloze (onde pedimos para a pessoa usuária preencher lacunas em um determinado texto) e o teste com a marca texto, onde pedimos para os participantes destacar no texto quais partes passam mais confiança ao explicar uma mensagem.

Usando a matriz CSD

A matriz CSD é um ótimo método para alinhar as expectativas dos stakeholders em relação ao projeto de Content System. Ela é uma ferramenta para a exploração de hipóteses onde usamos três colunas: certezas, suposições e dúvidas. No campo das “certezas”, colocamos aquilo que já conhecemos e acreditamos ser concreto dentro do nosso produto. em “suposições”, colocamos o que sabemos sobre o produto, mas não temos certeza se é algo concreto. Já no campo “dúvidas”, colocamos o que não sabemos sobre o produto, mas gostaríamos de saber.

A partir da matriz CSD, reunimos informações importantes para validar a opinião da equipe sobre o produto, as prioridades em relação ao projeto e também verificamos como podemos iniciar a gestão do conteúdo com eficiência para toda a equipe. 

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